quinta-feira, 29 de julho de 2010

Palavras ao vento

Queria apenas poder traduzir
Meu sentimento


Queria registrar por um momento
O que me atormeta


Queria expressar meus afetos
Antes que as palavras evaporem

Palavras ao vento.

Saudades eternas



As palavras parecem faltar, é difícil expressar a dor que sentimos nesse momento. Começaria citando Guimarães Rosa, quando diz que “As pessoas boas não morrem, ficam encantadas”. Zete, uma grande mãe, esposa, amiga, professora, pessoa dedicada, comprometida que mesmo com as dificuldades e provações de saúde, resistiu bravamente até o último minuto.
De repente, a mágica da vida desfez-se como num passe de mágica e uma escola antes tão barulhenta, se cala. Sua voz suave não é mais ouvida, nenhum de nós estávamos preparados para a despedida. Impossível acreditar no que víamos, professores e alunos com uma só expressão, lágrimas banhando os rostos e tristeza banhando as almas.
Professora de gerações e gerações, grande mestra. Mesmo quando o cansaço era visível em seu rosto, ela sempre estava na escola disposta a enfrentar mais um dia de trabalho. Só quem a conheceu sabe de sua imensa luta em prol da educação, o que muitas vezes, não há como negar, parece ter sido esquecido.
A sua despedida nos remeterá a uma mistura de pranto e riso. Nosso pranto é de dor e de saudade, contudo a lembrança mais forte que ela deixa é de riso, é de felicidade. Quem de nós, inúmeras vezes já não rimos de seus comentários espontâneos e críticos em relação à educação.
Hoje, perdemos parte de seu encanto. Impossível conter o profundo pranto diante da sua imagem calma. Mesmo sabendo que a vida é realmente assim, relutamos em acreditar na iminência do seu fim.
Quantas vezes na agitação e correria do dia-a-dia olhamos pra ela sem perceber esse seu sofrer, esse seu poder de sobrelevar facilmente na bondade do seu sentimento a dureza do seu sofrimento. Foste tão forte em sua fragilidade.
Disse no último sábado que “professor é espelho para a sociedade” e com esta belíssima frase encerra sua carreira. Saiba Zete que você foi um espelho para a educação mulunguense, da qual todos podem se orgulhar.
A sua ausência será sentida em toda a Educação do Município, especialmente, para nós do Colégio João Primo, seus companheiros de jornada. Será muito difícil não tê-la mais dividindo os prazeres, as alegrias e, sobretudo, as inquietações e angústias que afligem todos nós professores. Impossível não lembrar de sua presença em qualquer cantinho do colégio, não sentir sua falta nas reuniões, nas discussões em prol de uma educação de qualidade.
Fica agora uma saudade tamanha, um espaço aberto, que jamais poderá ser preenchido, sua missão foi cumprida e sua lembrança estará eternizada em nossos corações.
Saudades eternas

Yeda Nunes

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Hexa

O que mais me enstristece é que teremos que sufocar nosso grito mais uma vez.
O hexa não veio agora...
Corações dilacerados...
Brasil decepcionado



2014 ... Talvez...
Quem sabe até lá o nosso grito seja ainda mais estridente, mais emocionante...


Apesar das críticas. Valeu por ter chegado até aqui.