quinta-feira, 10 de julho de 2008

Quem escreve...

"Eu escrevo e ninguém toma providências"
Carlos Heitor Cony



Estive pensando na quantidade de pessoas que têm um blog, um espaço para publicar seus textos, suas idéias. Mas, queria destacar em especial aqueles que em seus blogs falam de seus sentimentos, seja através de contos, poemas etc.
O blog é um diário virtual e diferencia daquele diário de cadeado ( tão usado principalmente pelas meninas na adolescência) apenas por não ter o cadeado. Aqui ao contrário, gostamos que as pessoas leiam e até comentem nossos posts.
Bem, mais eu gostaria de falar mesmo é sobre a pessoa que expressa seus sentimentos através de palavras, aquele que diz o que sente sem medo de ser ridicularizado ou mal interpretado.
Nós, somos verdadeiros atores, vivemos no limite entre dois mundos: o real e o fictício. Na verdade tentamos expressar nossos sentimentos que nem sempre conseguem ser expressados em sua totalidade. Ah, tanta verdade se perde do coração à mente, da mente ao papel.Quanta coisa ainda fica oculta! Tanta distância há entre aquilo que está escrito e aquilo que de fato, sentimos. Um longo caminho separa o que pode, o que deve e o que é escrito.
Não sei se você escritor, consegue entender o que digo. Se acha que mesmo escrevendo seus textos há algo que ainda fica dentro do peito e talvez não saiba precisar o quê.
Talvez, seja esse algo que torna o ofício de escrever um vício, sempre tem algo que fica para servir de desejo para outras escritas, embora as escritas sejam em muitos casos, extremamente diferentes. Daí, talvez esteja a explicação para que os maiores escritores, na maioria das vezes escrevessem dezenas, centenas de obras.
Escrever deve ser sina, uma dádiva, um castigo, vício que te faz querer ir sempre além, mesmo tendo noção que esse além é muito aquém do que pode ir.
Acredito que a escrita salva da loucura e da morte. Nesse mundo, muitos são os que sofrem, embora, são poucos os que conseguem expressar seus sentimentos, em especial, sua dor, extravasar suas angústias. A dor de quem escreve é muitas vezes semelhante a dor de quem ler, mas há um longo caminho entre os dois. Assim, como há uma distância entre a verdade e a mentira, o real e o imaginário, o silêncio e as palavras.
As palavras são a repetição de tantas outras já ditas, já escritas e tudo ao mesmo tempo consegue ser tão diferente.
Deixamos correr sobre o papel o nosso sangue, a nossa dor para transformar em textos, e muitas vezes nem sabemos o porquê, para quê e para quem. Escrever é tentar vencer o tédio do dia-a-dia, ver a alma falando, cantando.
E você como vê a escrita em sua vida?

7 comentários:

Grupo Saber Viver disse...

è preciso corágem para se revelar em um blog, tar a cara e o coração a tapa!
http://gruposaberviver.blogspot.com/

Márcio Daniel Ramos disse...

É claro que não da pra escrever tudo em um blog, mais é um lugar de expressão de idéias e opiniões. Escrever pode ser um vicio do bem, já que aumenta o intelecto. Você é uma escritora muito boa. Vale indicação em meu blog...

Euzer Lopes disse...

Olha, eu sempre que publico um texto no meu blog, fico com essa sensação que teve algo que não consegui traduzir dos sentimentos para as palavras.
Sempre acho que "poderia ter feito melhor".
Acho que, sim, essa é a sina do escritor.
Sempre achar que nunca fez o melhor que podia.

greatdj disse...

O meu blog não é de textos pessoais...
Eu falo de música, acho bunitinho quem fala de si mesmo, quem se abre.
Acho legal quem escreve textos e publica!
Tem blog pra tudo, e é mta coragem colocar a cara nisso e ver se dá certo ou não!

disse...

gostei muito do seu blog!
na sua citação: "Nós, somos verdadeiros atores, vivemos no limite entre dois mundos: o real e o fictíccio."
me fez lembrar uma musica chamada " cenas de cinema - almor guineto"
fala um pouco sobre o que essa frase diz...
enfim.. parabéns pelas palavras!
bjs
bom sabado!

Thiago disse...

Muito legal seu blog!!!

Parabéns!!! Conteúdo e layout bem legais msm!!

Pedro disse...

Ei, eu tomei providência!

Seu texto é admirável. Ele é forte, percebe-se que vem direto da alma.
Venho mais vezes aqui encher o meu olhar.