quinta-feira, 24 de julho de 2008

Nossos olhares

Quando estamos a uma certa proximidade.
Teus olhos me procuram discretamente
Me mira para depois se esconder
Me contempla para depois se desviar

Quando os meus olhos vêem os teus
Mesmo que discretamente
Se esconde para depois te mirar
Se desvia para depois te contemplar

Nossos olhares não se cruzam mais
Por que se não mais tão juntos
Não se aceitam mais tão distantes
E no momento que teus olhos me ver
Os meus se escondem
Pela dor de não mais te ter

Mas, em algum momento o meu e o teu olhar
Mesmo que discretamente
Acaba por se encontrar
Para novamente se perder.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Verdadeiros amigos

Sei que muitas pessoas ainda acredita que os anjos tenham asas, cabelos cacheados e que se chamam Gabriel, Ariel, alguma coisa assim, hoje sei que os anjos que passaram por minha vida não têm nenhuma dessas características, mas são verdadeiramente, anjos amigos ou amigos anjos.
Hoje gostaria de agradecer a cada um deles pela presença em minha vida. Sei que nas voltas que o mundo dá, muitas vezes, o tempo leva pra longe pessoas especiais, sei que em muitos casos nem o tempo e nem a distância apagará uma amizade.Mas, não sou inocente a ponto de não saber que o contato com muitos amigos ficam mais raros a cada dia.
Sou uma pessoa privilegiada por os amigos que tenho, ouso afirmar verdadeiros anjos, que passam por minha vida deixando grandes marcas, que troca experiências, aproveita os bons momentos, ajuda nos momentos ruins, me apoia e luta junto comigo pelos mesmos ideais. Fico me perguntando será que alguém consegue viver bem sem amigos? Acredito, que não.
Gostaria de falar de cada amigo que tenho, mas sei que me faltaria tempo para descrever as características de cada um. Gostaria de falar sobre Néia, minha grande amiga de infância, de adolescência e da vida adulta, a menina que conhece todos os meus segredos, que sabe das minhas manias e que hoje está tão distante de mim, a gente passava horas juntas conversando e hoje resta uma imensa saudade, que só aumenta a cada dia que passa. Queria falar também de Lange, uma grande prima, espécie de irmã mais velha, tão disposta a me aconselhar e mais disposta ainda a ouvir os meus conselhos e que hoje também está distante e me faz muita falta, ainda nesta lista de amigos, não poderia deixar de falar de Neidinha, uma menina que tive a oportunidade de conhecer na facul e posteriormente, morar na mesma casa, um verdadeiro anjo, tão sincera, tão verdadeira, e que me deixa perdidinha, perdidinha com a sua ausência. Não posso olvidar de Lili, amiga que dividia as dores de cabeça (enxaqueca) comigo, que me fazia rir muito e que hoje também está distante, ainda nesta lista está Walquíria (Quirina) como eu costumava chamar, garota que ouvia minhas histórias mil vezes e me contava as suas, meio maluquinha, brigávamos é verdade, mas sempre sabíamos pedir desculpas e assim, são vários os amigos que o destino levou pra longe ( Taiane, Poliana, Cássia, Elizama etc).
Confesso, que sou privilegiada pelos amigos que tenho. Cada um com suas características, com suas manias e cada me conquistando pelo seu jeito de ser. Queria falar das minhas grandes colegas da faculdade e amigas pra toda vida, Taty, Dany e Maiara, anjos que eu sei,  teria que conhecer. Minha vida não teria o mesmo sentido sem elas. Cada uma tão diferente, uma mais séria, outra mais brincalhona, mas amo cada uma delas. Taty, amiga de cursinho, depois de facul, tão reflexiva quanto eu em relação à vida. Dany, tão séria, meiga, uma amiga pra todas as horas e Má tão brincalhona, sorridente, verdadeiramente, uma pessoa que contagia a todos.
Como esquecer de minhas colegas de casa, de Rafa, uma grande amiga, com quem sinto confiança pra contar os meus dilemas e ela sempre paciente ouve tudo, e as meninas Geysa, Daniela e Núbia, como se fossem irmãs mais novas que as vezes tenho que pegar no pé, por um único motivo, querer o bem delas.
Hoje, também gostaria de lembrar de Carla, uma grande menina tão parecida comigo, de Elaine, uma menina guerreira, Vânia, meio maluquinha, mas com um coração sem tamanho, Mila, uma menina aventureira e decidida, Domingos um grande amigo de personalidade forte, Day, um grande conselheiro que consegue me entender como nem eu sei, e Mágda, amiga de infância, que ainda hoje continua dividindo sua história, seus sonhos comigo e nesta lista eu poderia citar também ( Juliano, Orlei, Bete etc)
E por último minhas irmãs amigas: Elda e Mara, irmãs de pai e mãe, grandes amigas. Elda um pouco mais diferente de mim, brigamos muito e verdade, mas de quem sinto muita saudade e Mara, tão meiga, meu anjinho da guarda.
È, realmente tenho vários amigos e embora tenha escrito um pouquinho sobre eles hoje, quero que cada um saiba que lembro deles constantemente por fazer parte da minha vida, por colorir minha existência.
Obrigada amigos hoje e sempre!Eu poderia suportar, embora sem dor que tivesse morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morresse todos os meus amigos.

sábado, 19 de julho de 2008

Passado


Seja

passado

o passado


Tome-se

outra vereda

e pronto


Miguel de Cervantes




Hoje me sinto mais feliz, embora sei que essa dor por vezes ainda me fará chorar. Sei que como dizem nossos avós " águas passadas não movem moinho" e o que passou não volta mais. Não, não quero remover o que passou e por isso preciso acreditar em novos horizontes. Hoje, sei que não adianta bater na mesma tecla e tampouco semear minhas cóleras, minhas angústias. Preciso ver o presente, o momento em que vivo, sem perguntar o porquê de tudo ter acabado, sem me preocupar com o que fazes nesses dias em que já não sou mais parte de tua vida.Não adianta formular hipóteses e previsões, não consigo responder a nenhuma das perguntas que me faço.
Tanta coisa já passou desde aquele dia. O tempo como sempre, vem passando por cima de tudo, consertando o que parecia não ter conserto. Tudo que há em mim hoje é uma marca de uma ferida cicatrizada, uma saudade de amor perdido e uma esperança de ser feliz ao lado de um novo alguém que apareceu na minha vida no momento mais do que certo. Hoje, quero alimentar novas esperanças, novos desejos. Não, já não quero te ver mais, teu olhar me esmaga.
Hoje, mais do que nunca quero viver uma nova vida, e aceitar que o passado é passado e que preciso tomar outra vereda, e agradecer a Deus por essa dádiva, por esse presente que me faz crer na vida e no amor novamente...
Ontem já voou e hoje já é outro dia.


Obrigada Senhor!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

De que adianta

Do que adianta pensar em ti
Se já não me basta viver
Na espera de algo que já teve fim

De que adianta gritar
Assisto em silêncio
Até o que eu não quero enxergar

Do que adianta chorar
Quando sei que não importa o tamanho da dor
Você nem vai notar

De que adianta escrever
Quando sei que essa tua indiferença
Não te deixará ler...

Um novo começo

Eu me lembrei que o começo é sempre melhor que o final. Sei que um dia tudo muda, tudo acaba. E aí eu tive muito medo de ti perder, tu que eu ainda nem conheci direito.Tu que ainda é presença tão rara em minha vida. Mas, já não quero saber de medos, talvez eu posso me machucar, me ferir como tantas outras vezes, só que dessa vez vou arriscar de um jeito diferente, vou sabendo dos atalhos, mas vou sem medo do perigo e vou acreditando que tudo que parece ser o fim é na verdade um novo começo.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Quem escreve...

"Eu escrevo e ninguém toma providências"
Carlos Heitor Cony



Estive pensando na quantidade de pessoas que têm um blog, um espaço para publicar seus textos, suas idéias. Mas, queria destacar em especial aqueles que em seus blogs falam de seus sentimentos, seja através de contos, poemas etc.
O blog é um diário virtual e diferencia daquele diário de cadeado ( tão usado principalmente pelas meninas na adolescência) apenas por não ter o cadeado. Aqui ao contrário, gostamos que as pessoas leiam e até comentem nossos posts.
Bem, mais eu gostaria de falar mesmo é sobre a pessoa que expressa seus sentimentos através de palavras, aquele que diz o que sente sem medo de ser ridicularizado ou mal interpretado.
Nós, somos verdadeiros atores, vivemos no limite entre dois mundos: o real e o fictício. Na verdade tentamos expressar nossos sentimentos que nem sempre conseguem ser expressados em sua totalidade. Ah, tanta verdade se perde do coração à mente, da mente ao papel.Quanta coisa ainda fica oculta! Tanta distância há entre aquilo que está escrito e aquilo que de fato, sentimos. Um longo caminho separa o que pode, o que deve e o que é escrito.
Não sei se você escritor, consegue entender o que digo. Se acha que mesmo escrevendo seus textos há algo que ainda fica dentro do peito e talvez não saiba precisar o quê.
Talvez, seja esse algo que torna o ofício de escrever um vício, sempre tem algo que fica para servir de desejo para outras escritas, embora as escritas sejam em muitos casos, extremamente diferentes. Daí, talvez esteja a explicação para que os maiores escritores, na maioria das vezes escrevessem dezenas, centenas de obras.
Escrever deve ser sina, uma dádiva, um castigo, vício que te faz querer ir sempre além, mesmo tendo noção que esse além é muito aquém do que pode ir.
Acredito que a escrita salva da loucura e da morte. Nesse mundo, muitos são os que sofrem, embora, são poucos os que conseguem expressar seus sentimentos, em especial, sua dor, extravasar suas angústias. A dor de quem escreve é muitas vezes semelhante a dor de quem ler, mas há um longo caminho entre os dois. Assim, como há uma distância entre a verdade e a mentira, o real e o imaginário, o silêncio e as palavras.
As palavras são a repetição de tantas outras já ditas, já escritas e tudo ao mesmo tempo consegue ser tão diferente.
Deixamos correr sobre o papel o nosso sangue, a nossa dor para transformar em textos, e muitas vezes nem sabemos o porquê, para quê e para quem. Escrever é tentar vencer o tédio do dia-a-dia, ver a alma falando, cantando.
E você como vê a escrita em sua vida?

terça-feira, 8 de julho de 2008

♥!♥ Acabou ♥!♥

Hoje já não ouço aquela música que embalou nossas noites de amor.
Já nem te vejo mais. Não sei por onde andas. E nem sei se faria alguma diferença saber. Teu telefone não é mais o mesmo, o que me fez apagar o teu número da minha agenda. Também não sei se faria alguma diferença se fosse o mesmo. Não te ligaria, assim como te prometi.
Não te encontro nem casualmente, não sei o que fazes, se continua estudando, trabalhando. com que e de que forma ocupa o teu dia.
Não sei mais nada de ti, se usa o mesmo perfume, se continua com o mesmo sorriso, com aquele olhar desconfiado. Também nem sei se queria saber.
Hoje me dei conta que já te perdi de vez, que és somente coisa de um passado que logo será esquecido.
Não espero mais ouvir tua voz, não creio que um dia poderei estar ao teu lado, já não tenho esperanças, sei que elas seriam confundidas com utopias.
Sei que tudo acabou e isso ainda dói muito. Tudo poderia ter sido tão diferente, quantas coisas eu poderia ter feito de outra maneira e não fiz. Hoje, eu sei nada, absolutamente nada, pode ser feito com as coisas que poderiam ter sido e não foram.
Não consigo acreditar que estás ao lado de outra, que contempla teu sorriso, tuas manias, sente teu cheiro, ouve tua voz. Como sinto vontade de fazer o que ela faz, o que eu um dia já fiz, mas a mim só resta desejos e lembranças.
Ainda não sei por que tudo acabou, também acredito que na altura do campeonato, não adiantaria saber, não mudaria em nada.
Se houve um tempo de lutar por ti, esse tempo já passou. Ainda não sei se o que fiz pra tentar te trazer de volta foi muito pouco, ou foi suficiente para conhecer esse teu lado indiferente.
Hoje já não posso lutar, sonhar e nem desejar um homem que já pertence a outra e que a cada dia que passa vai se amarrando mais a ela.
Não, não, não quero mais te amar, não olho nossas fotografias, não vasculho teu orkut, não te escrevo, não te ligo. Mas, sinceramente, eu não sei se te evitar adianta alguma coisa. Fazer o contrário certamente não adianta.
Um dia, não sei quando, encontrarei todas as respostas dessas perguntas que me faço, decifrarei todos os enigmas, desvendarei todos os mistérios. E quando, isso acontecer não sei se mudará muita coisa.