segunda-feira, 24 de março de 2008

Acabou

Não sei se de forma
Lenta ou rápida tudo foi acabando
As coisas foram se modificando
E nem deu pra perceber
Foi triste como toda despedida
Sofri muito com a partida
Fiquei sem entender
Piedade de quem fica
Raiva de quem se foi
Dor... Muita dor
Tudo mudou tão de repente
Os dias continuaram a passar
Meus olhos foram fechados
Minha voz foi calada
Não pude dizer o que sentia
E vejo dia após dia
O quanto esse amor me faz sofrer
Sinto sua falta
Mas sei que nada posso fazer
pra te trazer de volta
Terei que sorrir mesmo com vontade de chorar
Sempre que possível disfarçar
esse amor que ainda bate em meu peito
Aceitar te ver ao lado de outra
E fingir que é natural
Continuar vivendo
Tentar fugir da solidão
E ir em busca de outro coração

3 comentários:

Henrique Felippe disse...

Sabe minha amiga, tenho vivido um pouco assim, hoje, como menos intensidade, penso que o Papai do Céu vai colocando encruzilhadas nas nossas vidas, muitas sem nenhuma pista de qual direção seguir. E a gente segue. Escolhe às vezes com o coração, outras vezes com a razão. Muitas escolhas são cegas, movidas por algum desejo da alma, que a gente não sabe bem explicar. E nem precisamos. Escolhemos, seguimos e pronto... é o andar por outros rumos, mesmo acreditando, pois um dia dará certo...

Beijo no coração,
Henrique
Vai Vendo...

Georgia disse...

Essas coisas faz doer mesmo o coracao.

Viemos aqui para te convidar para uma blogagem coletiva com o titulo:
O que voce pode fazer para acabar com o analfabetismo no Brasil?

Que acontecerá no proximo dia 18 de abril, dia nacional do livro.

O post convocatoria voce pode ler no blog da Georgia (http://saia-justa-georgia.blogspot.com/) e no blog da Meiroca (www.meiroca.com).

Caso voce tenha algo a dizer a respeito, deixe um comentario no blog da Georgia ou da Meiroca, para que possamos te incluir.

Participe e divulgue em seu blog.

Georgia e Meire

janice diniz disse...

Oi, Yeda... Nossa, texto lindo e triste e tão realista. Acho que quando o amor termina (seja para os dois ou para um dos lados) não deixamos de viver um luto, o luto da não-realização do amor, pelo menos não plena e no futuro. A gente fica ao lado de uma caixão velando os nossos sonhos com a pessoa que, deve, necessariamente, para a nossa saúde mental e emocional, também morrer junto com o amor.

Linkei teu blogue ao meu para diminuir distâncias. Voltarei mais vezes a tua casa.

abraço

http://teofilinabermacia.blogspot.com