sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Medo



Temerosa de olhar pra trás
Acorvadada de seguir em frente
Não fugirei... também não enfrentarei...
Apenas esperarei a hora

Os sonhos morrem
E a vida continua
Congelada
Cinza
Triste
Melancólica...

Poesia





Poesia

Na noite cinzenta
busco através de ti colorir
a minha existência
Frases vazias
se juntam a outras
e vão te formando
Enquanto eu vivo
esta vida sem formas
È madrugada
Os fantasmas me assustam...
As palavras me confortam
Vou sobre o papel te criando
Com versos naufragados
Em lágrimas
Uma vida de melancolia
vai aos poucos se convertendo em poesia.




Yeda

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Planos


Eu não vou fazer planos

Nada é pereito

E logo eles são desfeitos

Eu não vou fazer planos

Sei dos desenganos

Que me impedem de realizar

Eu não vou fazer planos

Vou vivendo esses anos

como um pássaro em busca da liberdade

Eu não vou fazer planos

E cada dia vou buscar me livrar dessa dor da saudade

Eu não vou fazer planos

Vou tentar viver em busca da alegria

Eu não vou fazer planos

Vou apenas me preparar para o futuro

Eu não vou fazer planos

Eles já não são seguros
Yeda

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Acabou


Acabou
Quando foi embora


Não pensou em mim


Achou que a solução


Fosse fugir


Foi egoísmo seu


Não cumpriu com


o amor que me prometeu


E tua ingratidão


feriu meu coração





Perdi o jogo


E te vi partir


Não compreendi


Se eu soubesse aquele dia o que sei agora


Talvez não te deixaria ir embora


Não naquela hora


Não teria perdido você

Faria você me perder



Desiguais


Desiguais
Quando te perco
tu me encontras
Quanto te encontro
tu me perdes
Nossos olhares tão reais
Em algum momento sente falta de mim
Pra que fingir?
Teus disfarces chegam a ser banais
Eu te amo... E tu me amas
Mesmo assim, vivemos partindo um do outro
Eu de ti... E tu de mim
O tempo vai passando
E aproximando pra a grande despedida que há no fim
É preciso compreender os sinais
Que nos fez tão desiguais
Quem pode dizer por que tem que ser assim?
Yeda


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Hoje


Hoje
nossa história
Está apenas na memória
Hoje
Resta somente fotografia
De uma época de alegria
Hoje
estamos distantes demais
Perdido em diferentes cais
Hoje
ainda resta em mim o amor
Não sei o que fazer com tanta dor
Hoje
Somos tão desiguais
Yeda

Perto de ti

Perto de ti.

Sei sorrir.
Não dou piti.
Vivo, mais, feliz.
Domo todos javalis.
Não penso em dormir.
Meu jardim vivi a florir.
Viajo do Oiapoque ao Chui.
Do Amor sou eterno aprendiz.
Não tem Coca-cola? Servi Pepsi.
Saboreio biribiri como se fosse sapodi.
Aprendo rimar, poemas como esse aqui.
Tudo isso, foi o que, descobrir. Perto de ti.



Rafael Almeida Teixeira

Eu te amo


Eu te amo


Depois da tua ausência
Eu descobri que te amo
mil vezes mais do que eu pensava
Descobri que passaria um dia
Inteiro te olhando
E não me cansaria
Quando te encontrei
Após nosso fim
Tu estavas
Com aquela camiseta que te dei
Que combina perfeitamente com você
Que te deixa ainda mais lindo
Como tive vontade
De ser novamente tua
Quando penso em você
Vejo a vida clarear
Enquanto o dia se escurece
Você
Me fez menina...
Me fez mulher...
Transformou meu medo de amar
Em um amor que transborda de tão intenso
Depois que foi embora
Descobri que não quero te esquecer
Mesmo que te perdi
Não posso aceitar que esse seja nosso fim
Depois que foi embora
Descobri nas minhas poesias
Um jeito de ti eternizar.
Yeda

Meu Amor


MEU AMOR!!!

Tenho medo de que a ferida da saudade
cicatrize a tua imagem em minha mente, e que a tua lembrança seja somente coisa do passado;
Eu o amo com um calmo amor.
Eu o amo com um amor sem mistério,mas nesse mundo complicado preciso em nome de mil coisas dissimular, esconder
Se eu não puder mais lhe ter algum dia, saiba que terei no coração e na mente o calor de suas mãos, o seu cheiro, seu olhar estarão sempre grafados dentro de mim.
Estará perto só não poderei vê-lo;



AO PERDER A TI


Ao perder a ti, tu e eu perdemos. Eu, porque tu eras o que eu mais amava. E tu, porque eu era o que te amava mais. Contudo, de nós dois, tu perdeste muito mais que eu...Porque eu poderei – quem sabe – amar outra como amava a ti. Mas a ti, com certeza, não te amarão como te amava eu!
De Ernesto Cardenal, poeta nicaraguense

P.S Este poema lembra muito minha amiga Jucy que o tinha decorado na mente e de tanto ouvi-la acabei decorando também.

Vida





Talvez a vida não passe de um sonho,
ou quem sabe um pesadelo, desses que a gente vive logo querendo acordar
Tem dias que parece que a qualquer momento
vou cair num abismo.
É uma sensação horrível
um medo desesperado, sem acreditar em nada,querendo alimentar esperanças,mas com medo de que elas não passem de utopia.
Então me pergunto o que vai acontecer comigo? Como será o meu futuro? O que estarei fazendo quando tudo que vivo for nostalgia?
Misturo em meus pensamentos
lembranças recentes essas que dói tanto agora quando escrevo com tristezas antigas,
essas tristezas que se intrometem mais uma vez sem pedir licença em minha vida.
Tem dias que me surpreendo pensando no meu amor, meu amor que hoje nada mais é
que parte de um passado distante
Hoje quando recordo nossos momentos parece que estou assistindo um filme desses que a gente assiste diversas vezes e que vai perdendo o encanto e as cores,
vai aos poucos se tornando monótono.
Tenho medo de pensar em ti, de buscar-te na memória e sofrer ainda mais.
Me sinto como se dentro de mim
tivesse uma pedra de gelo querendo derreter,
um dicionário cheio de palavras querendo sair,
o choro tanto tempo contido querendo arrebentar como um rio que transborda e destrói suas represas
Vida
Talvez a vida não passe de uma longa caminhada
por uma estrada sem começo nem fim.
tanta dor em um pobre coração,
mas existe o lado bom da vida até as coisas ruins passam um dia; sonho ansiosamente pelo dia que tudo isso for simplesmente passado
Hoje no fundo do meu coração algo soluça;
pede socorro, despedaça...
Acho que a palavra da escritora Giselda Laporta resume o que sinto
“Meu pensamento sai voando,
como pássaro na gaiola apavorado com a liberdade, sem rumo Pássaro que sempre retorna a gaiola de onde acabou de fugir e, sem alternativa fica a sua volta, batendo asas, desesperado, encurralado.”
AH! Quem pode prever o que o futuro reserva para cada um de nós.
Nem sei se estou reproduzindo fielmente o que estou sentindo. Uma única constatação me ficou na memória
a vida tem capacidade de criar tramas
infinitamente superiores a minha
Talvez ainda não seja o desfecho da história,e posso me surpreender ainda mais.
Na verdade eu gostaria de ser um rio ...Ancestral correndo livre por terras distantes.E como um rio veria muitas coisas e imaginaria outras e teria também as respostas para minhas sofridas perguntas.
Sei que a tristeza assim coma a tragédia
não são definitivas.
São situações que dependem de cada um para serem atingidas e/ou superadas.
Vou superar as dificuldades do dia-a-dia e antes do fim brilhar como estrela.
Todos nós temos aspectos surpreendentes dentro de nós mesmos.
Eu até hoje não sei como pude suportar; como estou suportando os momentos
mais difíceis da minha vida, essas noites horríveis em que mergulho minha cabeça no travesseiro
As vezes o costume do sofrimento provoca em mim uma certa aceitação do desespero
uma certa dureza de alma.
Li esta frase outro dia e gostaria de pensar assim,
Mas é tão difícil
“Tenho medo de que tudo possa ser
bom no começo e ruim no final,
mas não existe começo nem fim...só mudança movimento...Tudo que parece ser fim é na verdade um novo começo!”
Gostaria de reconquistar o amor perdido nas trevas,
de um passado tão inglório.
Eu sei esperar, eu sei esperar a sua volta, mas tenho tanta pressa
Como diz na letra da música “Eu caçador de mim”
Gostaria de me
“libertar dessas paixões que nunca tiveram fim, vou me encontrar longe do meu lugar”
nada a fazer senão esquecer o medo,
abrir o coração para amar novamente
e ser caçadora de mim.