quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Saudades... Saudades...





Talvez fosse melhor não expressar o que sinto, deixar guardado, trancado a sete chaves, porém as palavras querem e insistem em sair. Então não travarei uma luta com elas. Eu me rendo!!!
Após a escrita talvez não encontre a solução para meus problemas, espero ao menos sentir um alívio, ufa! Palavras presas que saíram para tomar um ar, mas já, já volta.
Tenho passado por momentos de muita nostalgia, fico recordando momentos passados, sinto saudades do que fui, do que fiz, saudades dos amigos, que passaram por minha vida e que hoje estão distantes. Sei que a distância não acaba com as amizades, mas não sou inocente ao ponto de não saber que com o tempo o contato vai ficando cada vez mais raro.
Outro dia recebi em meu e-mail um texto sobre saudades, o texto relatava as diversas maneiras de ter esse sentimento, deixando claro que a pior saudade é a de quem se ama, concordo plenamente. Até porque tenho sentido isso, sabe aquela saudade que chega a doer, doer mesmo, dá um aperto do peito, um nó na garganta, as lágrimas brotam de seus olhos e você tem vontade de chorar, chorar a ponto de não ter mais lágrimas, gritar fazendo com que o eco de sua voz chegue até à pessoa amada.
Sempre digo ás minhas amigas que o ser humano quando ama e não é correspondido é um ser contraditório porque ele tenta sim, esquecer que lhe faz sofrer, acorda com aquele pensamento de que tudo ficou no passado que é melhor esquecer e procurar ser feliz ao lado de outra pessoa, mas durante o dia ele vai mudando de opinião e aí a noite chega e dá uma vontade de procurar a pessoa amada e se declarar e pedir: Volte pra mim, Fique comigo. Eu te amo. Eu te perdôo. Aqui é seu lugar.
Pensa em esquecer e um segundo depois está alimentando esperanças, pensa em alimentar esperanças e percebe que é melhor esquecer... Lembro-me bem de uma frase do livro da Margem do Rio Piedra, sentei e chorei de Paulo Coelho de que “Esquecer dói. Esperar dói, mas não saber que decisão tomar é o pior dos sofrimentos.” É realmente essa a angústia de muitos que amam.

E assim, vamos vivendo sem acreditar em nada, querendo trazer de volta quem não deveria ter saído de nossas vidas. Enquanto isso busca reviver na memória os bons momentos. O sonho, o desejo nos convida, mas a realidade nos intimida e assim vamos apenas sobrevivendo nessa vida.

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